No nosso último encontro, tivemos discussões dos textos apresentados pelos cursistas da disciplina.
Os textos discutidos foram:
1.
Analysing the rhetoric of digital genres ( Shepherd, Juaçaba, Matos, Pontes e Velloso) - apresentado pela
Flávia e pela
Niedja.
2.
Critérios para o estudo de reelaborações de gêneros em redes social (Júlio Araújo), apresentado por
Nildo,
Luciano e
Josimar.
3.
Gêneros textuais no contexto digital & educacional ( Ediléa Féliz Côrrea) apresentado por mim, pela
Dayanne e pelo
João.
Côrrea apresenta um ensaio sobre gêneros digitais, mas o texto, a nosso ver, carece de fundamentação teórica específica, e apresenta noções muito gerais, sem estabelecer uma efetiva reflexão sobre a temática. Nossa hipótese é a de que o texto tenha sido escrito no início da discussão acerca dos gêneros digitais ( não conseguimos encontrar a data, sabemos, apenas que a visualização foi realizada - 03/05/2011).
Apesar dos problemas metodológicos e teóricos, o texto possibilitou uma importante discussão acerca dos chamados gêneros digitais, bem como dos termos que têm sido recorrentemente utilizados, como: "discurso eletrônico", gênero virtual", "escrita eletrônica" etc;
Abaixo, apresento o roteiro que organizamos para a discussão do texto:
-Sobre
o título: gêneros textuais x gêneros
digitais;
-Resumo
não apresenta a discussão que há no texto;
-Problemas
na articulação dos argumentos dos autores;
-Não
discute algumas citações;
-Bakhtin
apud Marcuschi
(2002);
-Não
apresenta exemplos dos gêneros digitais citados;
-
-Ausência
de uma discussão mais específica sobre os gêneros textuais/digitais no contexto
escolar.
Questões
norteadoras:
Que
propriedades têm os gêneros digitais?
O que
os distingue dos já existentes na linguagem do dia-a-dia?
De
que maneira eles contribuem para o letramento digital dos professores?
ESTUDO
DOS GÊNEROS GÊNEROS
DIGITAIS
Erickson
(1998); Bakhtin apud Marcuschi
(2002); Marcuschi
(2002); Paiva (2004; 2006); etc.
Hipertexto:
“[...]
um tipo de texto virtual que traz consigo uma maneira diferente de comunicar,
que envolve, não só elementos textuais, mas também imagens, sons e links que
transportam o leitor para diversos tipos de textos, possibilitando uma interação
participativa e até mesmo colaborativa,
dependendo de seu formato” (ibid., p. 926, grifos nosso).
Xavier
(2004, p. 171)
“o
hipertexto pode ser entendido como uma ‘forma híbrida, dinâmica e flexível de
linguagem que dialoga com outras interfaces semióticas, adiciona e condiciona
com sua superfície formas outras textualidades’. A presença de links nos
hipertextos permite a interconexão com outras fontes de informação, tornando
uma grande rede de relações e formações de significados dentro da esfera
textual, estabelecendo uma ampla intertextualidade virtual” (p. 926).
Tipologia dos gêneros virtuais
Com base em Marcuschi (2002), Côrrea apresenta os "tipos de gêneros" considerados pelo linguista como "os mais conhecidos". Não há exemplos no texto, por isso, realizamos uma pesquisa para ilustrar esses "tipos de gêneros".
E-mail
-Correspondência
eletrônica;
-Mensagens
assincrônicas;
-Envio
de sons e imagens rapidamente;
-Agrega
características de outros gêneros: carta, memorando, bilhete, conversa
informal, cartas comerciais, telegrama;
-Pode
apresentar limitações em relação ao feedback
-Mensagens
não solicitadas, vírus;
Na
educação:
-
Envio de textos para várias pessoas ao mesmo tempo
Chat
•Conversa
informal;
•interação
sincrônica e simultânea em tempo real com várias pessoas;
•linguagem
com abreviações, emoticons;
•Interações
em salas abertas ou fechadas
•Geralmente,
não há identificação
•
•Na
educação:
•Projetos
colaborativos: “extremante poderosa” para tornar a discussão dinâmica;
•reduz
“dicas da comunicação física”;
•Participação
“igualitária” pelos que são “excluídos ou discriminados”
Listas de discussão (Mailing list)
•Grupo
de pessoas com interesses específicos;
•Comunicação
de forma assíncrona via e-mail;
•Mediada
por um responsável que organiza as mensagens e faz triagem;
•Discussão
de tópicos acadêmicos;
•Linguagem
formal;
•Uso
da linguagem escrita;
•Transmissão
de informações sobre os tópicos da lista úteis ao grupo;
•Aprendizagem
colaborativa.
Vídeo conferência interativa
•Interação
vídeo e áudio simultaneamente;
•Participantes
em lugares diferentes;
•economia
de gastos;
•sessões
de chat;
••Na
educação:
•Difícil
acesso – custo dos equipamentos;
•“
Vale acreditar, que no futuro, as
condições de uso desse gênero possa ser adotado pelas escolas em ocasiões em
que um palestrante longínquo possa nos apresentar seus conhecimentos por meio
desse sistema, o qual traria grande aproveitamento no desenvolvimento
profissional dos professores” (p. 230).
Em seguida, tivemos as apresentações dos seguintes textos:
4. Gêneros digitais: as TIC como possibilidades para o ensino de língua portuguesa (Lopes, Góes e Piccolotto) -
Alcilene e
Arly.
5. Digital Genres, New literacies and autonomy in language learning (Askehave e Nielsen) -
Eliezer e
Luziene.