segunda-feira, 1 de junho de 2015

Aula 27/5

No nosso último encontro, tivemos discussões dos textos apresentados pelos cursistas da disciplina.

Os textos discutidos foram:

1.  Analysing the rhetoric of digital genres ( Shepherd, Juaçaba, Matos, Pontes e Velloso) - apresentado pela Flávia e pela Niedja.

2. Critérios para o estudo de reelaborações de gêneros em redes social (Júlio Araújo), apresentado por  Nildo, Luciano e Josimar.

3.  Gêneros textuais no contexto digital & educacional ( Ediléa Féliz Côrrea) apresentado por mim, pela Dayanne e pelo João.


Créditos da foto: Musilyu


Côrrea apresenta um ensaio sobre gêneros digitais, mas o texto, a nosso ver, carece de fundamentação teórica específica, e apresenta noções muito gerais, sem estabelecer uma efetiva reflexão sobre a temática. Nossa hipótese é a de que o texto tenha sido escrito no início da discussão acerca dos gêneros digitais ( não conseguimos encontrar a data, sabemos, apenas que a visualização foi realizada - 03/05/2011).

Apesar dos problemas metodológicos e teóricos, o texto possibilitou uma importante discussão acerca dos chamados gêneros digitais, bem como dos termos que têm sido recorrentemente utilizados, como:  "discurso eletrônico", gênero virtual", "escrita eletrônica" etc;

Abaixo, apresento o roteiro que organizamos para a discussão do texto:


-Sobre o título: gêneros textuais x gêneros digitais;
-Resumo não apresenta a discussão que há no texto;
-Problemas na articulação dos argumentos dos autores;
-Não discute algumas citações;
-Bakhtin apud Marcuschi (2002);
-Não apresenta exemplos dos gêneros digitais citados;
-
-Ausência de uma discussão mais específica sobre os gêneros textuais/digitais no contexto escolar.


Questões norteadoras:
Que propriedades têm os gêneros digitais?
O que os distingue dos já existentes na linguagem do dia-a-dia?
De que maneira eles contribuem para o letramento digital dos professores?
ESTUDO DOS GÊNEROS                              GÊNEROS DIGITAIS
Erickson (1998); Bakhtin apud Marcuschi (2002); Marcuschi (2002); Paiva (2004; 2006); etc.


Hipertexto:
“[...] um tipo de texto virtual que traz consigo uma maneira diferente de comunicar, que envolve, não só elementos textuais, mas também imagens, sons e links que transportam o leitor para diversos tipos de textos, possibilitando uma interação participativa e até mesmo colaborativa, dependendo de seu formato” (ibid., p. 926, grifos nosso).
Xavier (2004, p. 171)

“o hipertexto pode ser entendido como uma ‘forma híbrida, dinâmica e flexível de linguagem que dialoga com outras interfaces semióticas, adiciona e condiciona com sua superfície formas outras textualidades’. A presença de links nos hipertextos permite a interconexão com outras fontes de informação, tornando uma grande rede de relações e formações de significados dentro da esfera textual, estabelecendo uma ampla intertextualidade virtual” (p. 926).

Tipologia dos gêneros virtuais

Com base em Marcuschi (2002), Côrrea apresenta os "tipos de gêneros" considerados pelo linguista como "os mais conhecidos". Não há exemplos no texto, por isso, realizamos uma pesquisa para ilustrar esses "tipos de gêneros".

E-mail


-Correspondência eletrônica;
-Mensagens assincrônicas;
-Envio de sons e imagens rapidamente;
-Agrega características de outros gêneros: carta, memorando, bilhete, conversa informal, cartas comerciais, telegrama;
-Pode apresentar limitações em relação ao feedback
-Mensagens não solicitadas, vírus;
Na educação:
- Envio de textos para várias pessoas ao mesmo tempo




Chat

Conversa informal;
interação sincrônica e simultânea em tempo real com várias pessoas;
linguagem com abreviações, emoticons;
Interações em salas abertas ou fechadas
Geralmente, não há identificação
Na educação:
Projetos colaborativos: “extremante poderosa” para tornar a discussão dinâmica;
reduz “dicas da comunicação física”;

Participação “igualitária” pelos que são “excluídos ou discriminados”





Listas de discussão (Mailing list)

Grupo de pessoas com interesses específicos;
Comunicação de forma assíncrona via e-mail;
Mediada por um responsável que organiza as mensagens e faz triagem;
Discussão de tópicos acadêmicos;
Linguagem formal;
Uso da linguagem escrita;
Transmissão de informações sobre os tópicos da lista úteis ao grupo;
Aprendizagem colaborativa.


 Vídeo conferência interativa

Interação vídeo e áudio simultaneamente;
Participantes em lugares diferentes;
economia de  gastos;
sessões de chat;
Na educação:
Difícil acesso – custo dos equipamentos;
“ Vale acreditar, que no futuro,  as condições de uso desse gênero possa ser adotado pelas escolas em ocasiões em que um palestrante longínquo possa nos apresentar seus conhecimentos por meio desse sistema, o qual traria grande aproveitamento no desenvolvimento profissional dos professores” (p. 230).







Em seguida, tivemos as apresentações  dos seguintes textos:

4. Gêneros digitais: as TIC como possibilidades para o ensino de língua portuguesa (Lopes, Góes e Piccolotto) - Alcilene  e Arly.

5. Digital Genres, New literacies and autonomy in language learning (Askehave e Nielsen) - EliezerLuziene.